Curtas e assassinas no cinema comentado 17/06/2011 - 10h15m
Neste sábado, 18, o CineSesc e o Cinema Comentado Cineclube apresentam uma sessão dupla: os curtas do Cineclube Curta Circuito e, em seguida, mais um filme da Mostra do Cinema Francês Contemporâneo - Assassinas (2006), dirigido por Patrick Grandperret. O encontro de duas jovens normais e um pouco frágeis provoca uma identificação imediata: juntas, elas são fortes, eufóricas, ousadas. Sem muita sorte, nem muito dinheiro, Nina e Lizzy têm apenas seus sonhos. Cada instante que passa, cada encontro lhes fecha um pouco mais as portas de um mundo de que elas não têm as chaves. Com nada no bolso, não se vai longe; e as decisões impensadas levam a conseqüências e resultados inesperados.
Patrick Grandperret nasceu em 1946. Após fazer o curso de comércio, Grandperret, apaixonado por esportes, se lança na fotografia e realiza uma série de reportagens fotográficas sobre os Grand Prix para diversas agências. Sua iniciação na sétima arte se dá como fotógrafo de filmagem, tornando-se em seguida assistente de direção, principalmente de Maurice Pialat. Com uma carreira de sucesso na publicidade, Grandperret incorpora o submundo dos excluídos e marginalizados em sua obra: Assassinas é um projeto que o cineasta assume para revelar o trágico passeio de duas adolescentes transgressoras de todas as regras e leis. Classificação etária: 16 anos.
CURTAS
No sábado tem, ainda, a sessão Panoramas I – Blues da Juventude. O blues é uma canção de sofrimento; e, também, de trabalho e fé. As notas que compõem a melodia são os sons e imagens dos curtas. Todos eles representando personagens jovens rodeados de certa melancolia espalhada nos fatos e situações da idade.
O CineSesc e o Cinema Comentado Cineclube acontecem aos sábados, a partir das 19h, no Salão de Convenções do Sesc-Pousada Montes Claros – Rua Viúva Francisco Ribeiro 199 (Ginásio do Sesc). As sessões são gratuitas, abertas a todos os interessados, e depois acontece um bate-papo com a platéia sobre o filme apresentado.
Facial Anomalies Center anuncia nova campanha institucional
A WMcCann é a responsável pela criação das ações publicitárias que apresentam o trabalho realizado por esta OSCIP
A Associação F.A.CE., organização sem fins econômicos, acaba de lançar nova campanha institucional a fim de divulgar a sua missão e abordar um assunto pouco conhecido pelas pessoas: a anomalia craniofacial. A campanha criada pela WMcCann é composta por filme e mídia impressa.
O filme, produzido pela Bossa Nova Films, ressalta o trabalho realizado pela OSCIP fundada pela médica cirurgiã plástica, Dra. Vera Lúcia Nocchi Cardim, profissional que atua no tratamento craniofacial há mais de 30 anos com o objetivo de atender portadores de deformidades craniofaciais, crianças e adolescentes carentes.
Para ilustrar a campanha, nada melhor do que convidar algumas pessoas para visualizar, por alguns instantes, de um jeito inusitado e divertido, simples e direto, como é ter algum tipo de anomalia. Um trabalho sério somente possível devido à colaboração e dedicação de diversos voluntários e funcionários da Agência.
O plano de mídia conta com inserções na TV e em aeroportos. Além disso, o anúncio, que segue a mesma linha da comunicação, será veiculado em revistas e jornais. [http://www.youtube.com/watch?v=wOQjUmJYy4s].
Agência: WMcCann| Cliente: Associação FACE | Produto: Campanha Institucional | Nome da campanha: Pessoas | Nome do filme: Pessoas | CCO: Washington Olivetto | Direção de criação: Washington Olivetto | Direção de arte: Marcos Otiay | Redação: Gastão Moreira | Atendimento: Shari Corulla e Giovanna Ricci | Mídia: Yara Apparici | Aprovação pelo cliente: Vera Cardim e Darci Brignani | RTV: Paula Moraes e Manoela Estellita | Produtora do filme: Bossa Nova Films | Produtor: Equipe Bossa Nova | Diretor: Georgia Guerra-Peixe, Samuel Malbon e Tomás Magariños | Diretor de Arte: Equipe Bossa Nova | Diretor de Fotografia: Joquistão | Edição: Samuel Malbon e Tomás Magariños | Finalização: Bossa Nova Films | Produtora de Som: Timbre Produção de Som | Trilha: Gutu Gallupo, Gabriel Schubsky | Produção Gráfica: Marcelo Hack, Marcelo Pinto e Maurício Martim | Art Buyer: Ricardo Lívio e Zizi Damasco | Fotógrafo: Ricardo Lívio e Gastão Moreira.
MADRI, Espanha — A Academia de Cinema espanhola, que concede o prêmio Goya, considerado o Oscar da Espanha, decidiu que a categoria de "Melhor Filme Hispanoamericano" passará a se chamar "Melhor Filme Iberoamericano" para dar espaço a Portugal e Brasil.
"A Academia modificou o nome da categoria de Melhor Filme Hispanoamericano para o de Iberoamericano. Assim, as produções de Portugal e Brasil poderão ser integradas, abrindo espaço para os filmes em português", afirma um comunicado oficial.
Outra mudança é que a partir do Goya 2012, nenhum menor de 16 anos poderá disputar o prêmio em qualquer categoria.
A Academia alegou a proteção ao menor de idade para justificar a decisão.
Novo filme do diretor Michael Haneke marca por sua exuberante fotografia em preto e branco, mas argumento sobre questão histórica é ulrapassado
Por Bruno Leal
O novo filme do diretor austríaco Michael Haneke foi uma das sessões mais disputadas da última edição do Festival de Cinema do Rio de Janeiro. E o lugar na platéia justifica-se, a começar pela ousadia do projeto: "Das weiβe Band" ("A Fita Branca") tenta explicar a origem histórica do nazismo e do holocausto. Para isso, Haneke volta a um discreto vilarejo na Alemanha às vésperas da Primeira Guerra Mundial, cuja paz rotineira é perturbada por uma série de crimes misteriosos. A cena de abertura coincide com o primeiro desses crimes. O médico do vilarejo está voltando para casa, montado em seu cavalo, quando um arame esticado entre duas cercas o derruba. Semanas depois, acontecem novos crimes: um celeiro inteiro é incendiado e o filho do barão local é seqüestrado e torturado. Em pouco tempo, o medo a desconfiança se apoderam do lugar.
O que Haneke oferece ao espectador é uma verdadeira anatomia moral e psicológica dos moradores do vilarejo alemão. Em "A Fita Branca", o diretor consegue um efeito parecido com outro filme seu, "Caché" (2005): enquanto o público se preocupa em desvendar os crimes, o filme passa por um deslocamento, indo do espaço público para o espaço privado, sempre com muita sensibilidade. Dentro das quatro paredes de diferentes famílias, tomamos conhecimento de uma estrutura patriarcal altamente autoritária, marcada pelo signo da punição e da disciplina. Em uma cena, por exemplo, vamos um pai bolinar a própria filha durante a madrugada. Enquanto isso, outro pai, o pastor da cidade, amarra as mãos do filho adolescente na cama para impedir que ele se masturbe (um pecado mortal). Por isso, não surpreende que o professor do vilarejo chegue à bizarra conclusão de que são aquelas crianças, em sua maioria submetida a uma educação fortemente repressora, as responsáveis pelos misteriosos crimes.
A tese de Haneke é que esta estrutura autoritária da sociedade alemã, sobretudo a patriarcal, gerou fortes sentimentos de indiferença, crueldade e desprezo entre a geração de jovens do início do século XX, a mesma geração que anos mais tarde abraçaria a causa do nazismo, tendo em Hitler muito mais do que um governante, mas um verdadeiro pai (sabemos, por exemplo, que o próprio Hitler tivera vários problemas com o seu pai durante a infância e adolescência). Logo no início do filme, o próprio narrador em off avisa: "os eventos que se passaram ali, naquele vilarejo, no início do século, são de extrema importância para se compreender os eventos dramáticos que aconteceriam na Alemanha, décadas depois".
Essas relações de cunho causal aparecem em diversas marcas simbólicas ao longo do filme. A mais evidente é a tal fita branca do título, que o pastor força seus filhos a usarem. As crianças deveriam usar a fita para que pudessem sempre lembrar a sua condição de pecadores, uma antevisão da estrela de David usada pelos judeus durante parte do Terceiro Reich como elemento de uma estratégia de distinção social. Outra marca que merece destaque é o desprezo com que uma criança com deficiência mental (filho do médico) é tratada pelas demais crianças e adultos do vilarejo, ao ponto de ter seus olhos furados pelos autores dos demais crimes. O uso deste acontecimento, no filme, não tem nada de fortuito. Sabe-se que a Alemanha assassinou milhões de alemães deficientes mentais, sob a defesa de extirpar os "incapazes socialmente". Esses crimes são considerados por diversos historiadores, inclusive, como um preâmbulo macabro para o que aconteceria com os judeus pouco tempo depois. Por fim, o mesmo tipo de alusão pode ser percebida quando um pai grita e espanca violentamente o filho (uma das cenas mais fortes do filme) ao saber que ele havia roubado a flauta do filho do barão. É praticamente impossível não reconhecer naquela cena o mesmo ímpeto de violência praticado pelos SS em campos de concentração.
Tudo isso é contado através da incrível técnica narrativa de Michael Haneke. A qualidade técnica é inegável. O filme é todo filmado em preto e branco impecável. O uso das câmeras é fascinante, não somente por conta da função do close-up para registrar as nuances dos personagens, mas também para seguir o ator em sua movimentação pelo cenário. Durante as filmagens à noite, o uso das penumbras e do som estalado provoca arrepios. Em nenhum momento, há falas exageradas nas bocas dos personagens. Não soubéssemos da magia do cinema, poderíamos dizer que as filmagens ocorreram sem que os filmados soubessem de absolutamente nada, tamanha é a naturalidade das atuações. Um filme tecnicamente impecável, um exemplo de como as imagens podem nos transportar para um universo totalmente diferente.
No entanto, apesar de todas as qualidades descritas anteriormente, o filme é uma tremenda tragédia. E o que explica esta tragédia é o argumento do filme de Haneke. Ao explicar o nazismo e o holocausto pela via do germanismo, em particular por sua estrutura patriarcal castradora, "A Fita Branca" é um enorme passo atrás na compreensão desses fenômenos.
Primeiramente, é preciso dizer que esta tese não é nova. O que Haneke faz é endossar uma idéia do intelectual alemão Theodor Adorno, o mesmo autor dos principais estudos sociológicos da "Indústria Cultural" ("A Personalidade Autoritária", 1950). Baseado em pesquisas feitas com norte-americanos que viviam, em sua maioria, na costa leste dos Estados Unidos na década de 1950, Adorno e sua equipe estavam certos que havia uma relação íntima entre opiniões antissemitas pronunciadas, um etnocentrismo acentuado e opiniões de direita no plano político, com o fascismo potencial e com características autoritárias. Segundo o alemão, relações de severidade excessiva de um dos pais, em geral o pai, em relação ao filho (algo para Adorno muito típico entre as famílias alemães do início do século XX), fortalece uma série de sentimentos ambivalentes, como aqueles que variam do temor do castigo a transformação da hostilidade reprimida em sadismo em relação às pessoas que a vítima considera como o "outro grupo". Um caso de transferência de repressão, uma relação de amor e ódio em relação ao pai autoritário (no filme de Haneke, essa transferência fica clara quando as crianças passam a violentar outras crianças, diferentes delas). No caso da Alemanha, esse ódio, nos anos trinta e quarenta, foi transferido para a imagem do judeu, convertido em corpo estranho dentro da sociedade ariana germânica.
A explicação de Adorno para o nazismo e para o holocausto, requentada mais de cinqüenta anos depois por Haneke, é extremamente problemática. Em primeiro lugar, a tese é frágil porque tenta levar para o plano coletivo (das massas) conceitos e justificativas que são usados pela psicologia e, sobretudo, pela psicanálise, no âmbito individual. Ao fazer isso, ela não só trata erroneamente a massa como um indivíduo unificado (psicologização excessiva da história), mas também ignora fatos políticos e econômicos do período histórico do qual se refere. Em segundo lugar, olhar para o passado alemão buscando uma origem retroativa do nazismo é extremamente conveniente. O problema está sempre lá, visível, encubado, pronto para se transformar naquilo que já conhecemos de antemão. Mas isso é apenas um mascaramento do universo marco. Segundo uma série de historiadores, dentre os quais se destaca o francês Michael R. Marrus, a Alemanha estava longe de ser o país mais antissemita da Europa na primeira metade do século XX. Se naquela época pudéssemos apostar em um país onde o holocausto iria acontecer, certamente França e Rússia seriam os mais cotados, tamanho era o grau de preconceito e perseguição sofriada pelos judeus (os famosos pogroms). Em terceiro lugar, do ponto de vista da pesquisa histórica, a história do autoritarismo alemão, do qual a estrutura familiar é o maior exemplo, é uma aposta no escuro. Como é possível explicar a morte de seis milhões de pessoas tendo em vista a justificativa de transferência psicológica? E mais: o que leva a crer (e como medir) que na Alemanha o autoritarismo patriarcal era mais intenso do que em outros países europeus? Não existe nenhuma evidência particular e incontestável que ligue uma coisa a outra. Muito mais correto, pelo contrário, parece ser compreender o antissemitismo como um sentimento existente em vários graus. Até mesmo para o Terceiro Reich, o assassinato em massa nem sempre foi algo planejado, mas ditado por uma série de circunstâncias históricas, ocorridas a partir, principalmente, de 1941.
A tese de Adorno, defendida de forma apaixonante por Haneke, foi duramente criticada e derrubada por dois trabalhos brilhantes no século XX. O primeiro desses trabalhos foi publicado em 1961, pelo maior especialista do holocausto: Raul Hilberg, com a sua obra monumental "The Destruction of the European Jews". Hilberg chamava a atenção para o caráter industrial do Holocausto, para a natureza fria e burocrática dos crimes cometidos nos campos de concentração, tratados como um negócio qualquer do Estado, que pela primeira vez aplicava todo o conhecimento e técnicas industriais na destruição de todo um grupo social. Ou seja, não é o elemento germânico que está em jogo, mas sim a noção de mundo industrial.
O segundo grande trabalho ao qual me refiro, intitula-se "Modernidade e Holocausto", escrito pelo cultuado sociólogo Zygmunt Bauman. O livro foi publicado em 1989 e não fortuitamente conquistou os méis importantes prêmios literários do mundo naquele ano. O livro de Bauman é uma espécie de revitalização das idéias de Hilberg, hoje aceita por praticamente todos os historiadores e sociólogos que se dedicam ao estudo do nazismo. Bauman rejeita todas as teses que germanizam e particularizam o Holocausto. Em suas palavras, "o Holocausto nasceu e foi executado na nossa sociedade moderna e racional, em nosso alto estágio de civilização e no auge do desenvolvimento cultural humano, e por essa razão é um problema dessa sociedade, dessa civilização e cultura".
Nesse sentido, tratar do holocausto como uma questão de patologia psicológica e marcadamente alemã seria ignorar a incômoda verdade de que o holocausto é o símbolo do fracasso da modernidade. O holocausto é uma questão planetária e germanizá-lo pode ser uma cegueira perigosa. Bauman conclui acertadamente que os defensores da germanização do holocausto acreditam que uma vez estabelecida a responsabilidade moral e material da Alemanha, dos alemães e dos nazistas, a procura das causas está concluída. Em outras palavras, suas causas foram confinadas num espaço e num tempo limitados, para nossa sorte, o passado. Não raro, o nazismo foi durante um bom tempo classificado como uma "doença alemã", um "desvio da civilização", um "momento de cegueira", quando, na verdade, trata-se de uma questão ligada a gênese do mundo moderno. O holocausto aconteceu na Alemanha dos anos quarenta, mas poderia ocorrer na França dos anos trinta. Poderia acontecer hoje, muito mais próximos do que podemos supor. E é isso o que apavora: não vivemos um mundo diferente daquele que produziu o holocausto. Para Bauman, a tese de Haneke não resulta apenas no conforto moral da auto-absolvição, mas também em um tempo de desarmamento moral e político. "Tudo aconteceu 'lá' – em outra época, em outro país Quanto mais culpáveis forem 'eles', mais seguros estaremos 'nós', e menos teremos que fazer para defender essa segurança. Uma vez que a atribuição de culpa for considerada equivalente à identificação das causas, a inocência e sanidade do modo de vida que tanto nos orgulhamos não precisam ser colocadas em dúvidas".
Quem deseja conhecer este confronto de idéias, "Modernidade e Holocausto" trata-se de uma obra bastante minuciosa. Desmonta os mitos do filme de Haneke um a um. Sua abordagem identifica todos os pontos modernos e burocráticos da indústria da morte nazista, relacionando-os ao modos operandi da modernidade. Méritos para Bauman, que em um certo momento de sua argumentação, expõe como as duas coisas estão totalmente imbricadas: do gás usados nas câmaras da morte aos caminhos das linhas férreas que levavam os condenados para os campos. Elementos consagrados da indústria metalurgia e química do século XX. E tudo isso planejado de acordo com os preceitos básicos e modernos, típicos dos manuais consagrados de administração, até hoje usados.
Assim, se "A Fita Branca" pode ser primoroso do ponto de vista técnico-cinematográfico, do ponto de vista do argumento do roteiro, cuja vida é dada pela direção persuasiva e brilhante de Haneke, trata-se de uma tragédia completa. Para o diretor austríaco (vale lembrar que a Áustria recebeu com flores a anexação na Alemanha de Hitler) o nazismo é representado como um "problema de alemães". E se a opinião pública compra essa idéia, ainda bem arraigada na mente de certos produtores de sentido sobre o passado, seria a comprovação de que não aprendemos ainda a maior lição deixada pelo holocausto.
Cannes - Dois filmes dividiram o principal prêmio da mostra Un Certain Regard, a mais importante do Festival de Cannes depois da Seleção Oficial, que será divulgada neste domingo às 19h15 (15h15, no horário do Brasil). Halt auf freier strecke, de Andreas Dresen, e Arirang, de Kim Ki-duk, foram os vencedores. Dois outros filmes também saíram premiados: melhor direção para o cineasta iraniano Mohammad Rasoulof pelo longa Bé omid é didar; e o prêmio especial do júri à produção russsa Elena, que foi exibido no encerramento da mostra. A entrega dos prêmios aconteceu na Sala Debussy, que ficou lotada de jornalistas e de pessoas envolvidas nos filmes que competiram.
Este ano, a Un Certain Regard mostrou 21 filmes realizados por 22 diretores vindos de 19 países diferentes. O júri foi presidido pelo cineasta sérvio Emir Kusturica, que contou ainda com a atriz francesa Elodie Bouchez, o crítico inglês Peter Bradshaw, do jornal The Guardian, o diretor artístico da Tribeca Entreprises, Geoffrey Gilmore e a diretor do Festival de Morelia, no México, Daniela Michel.
A partir de terça-feira (25) até o último dia de maio os filmes da Un Certain Regard serão exibidos no Cinema Reflet Médicis, em Paris.
O novo comercial da Grendene para a Sandália Disney Princesas mostra uma situação que todas as meninas vão viver ou já viveram um dia: se imaginar como uma verdadeira princesa.
Intitulado "Campainha", o filme começa com uma menina se admirando no espelho do seu quarto. Ela está usando a nova sandália da Grendene e um vestido rosa, quando a campainha toca. Nesse momento, a menina corre para atender a porta, como se já estivesse esperando por alguém. Vemos então que quem bateu à porta - vindo de muito longe - trouxe algo especial para a menina, um presente digno de uma princesa.
Para finalizar, a locutora assina: "Sandália Disney Princesas com Coroa Brilhante. As mais belas jóias do seu reinado".
O comercial será veiculado a partir do dia 15 de maio em TV aberta e fechada.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Cinema
Quarta, 18 de maio de 2011, 15h20 Em Cannes, diretor brasileiro exibe drama sobre mulher abandonada
Orlando Margarido Direto de Cannes
Divulgação
Karim Aïnouz está em Cannes para divulgar 'O Abismo Prateado'
O diretor brasileiro Karim Aïnouz estava logo cedo, nesta terça-feira (17), na porta do endereço onde ocorre a Quinzena dos Realizadores para dar entrevistas à imprensa internacional sobre seu novo filme O Abismo Prateado. É o quarto longa-metragem deste realizador nascido no Ceará e radicado em Berlim. Para uma televisão local dizia se tratar de uma produção pequena, no sentido do desenvolvimento de uma trama intimista e elenco enxuto.
---------- Forwarded message ---------- From: Alertas do Google <googlealerts-noreply@google.com> Date: Thu, 12 May 2011 20:03:21 +0000 Subject: Alerta do Google - Produções de filmes no brasil precisa de técnicos To: Dantaz.fotografo@gmail.com
=== Notícias - 3 resultados novos para [Produções de filmes no brasil precisa de técnicos] ===
---------- Forwarded message ---------- From: Alertas do Google <googlealerts-noreply@google.com> Date: Wed, 11 May 2011 18:32:34 +0000 Subject: Alerta do Google - Trabalho para Diretores Fotografia Cinematograficos To: Dantaz.fotografo@gmail.com
=== Notícias - 1 resultado novo para [Trabalho para Diretores Fotografia Cinematograficos] ===
---------- Forwarded message ---------- From: Alertas do Google <googlealerts-noreply@google.com> Date: Mon, 02 May 2011 10:51:39 +0000 Subject: Alerta do Google - Trabalho para Diretores Fotografia Cinematograficos To: Dantaz.fotografo@gmail.com
=== Notícias - 1 resultado novo para [Trabalho para Diretores Fotografia Cinematograficos] ===
Desde seus primórdios, nas décadas de 50, 60, a TV brasileira tem suas épocas. Existiu a época dos grandes festivais, existiu a época dos telebarracos, dos noticiários policiais, das novelas mexicanas... Tudo mudando de acordo com a vontade do telespectador, que fora o trio novela, futebol e jornal, busca alternativas para se entreter. À mesma medida que o tempo avançou, a tendência de produções mais caprichadas, cuidadosas e que se reinventassem também foi desenvolvida.
Hoje em dia um profissional que faz a TV, que trabalha nos bastidores, seja ele um autor ou um diretor, não se pode dar ao luxo de simplesmente atender o que lhe foi solicitado e parar por aí. A necessidade da TV é de profissionais mais completos, que inovem, que façam com que o telespectador se surpreenda. É preciso que haja profissionais que façam com que quem assista a determinado produto não se desaponte.
Um dos exemplos positivos e negativos dessa flexibilidade se encontra na dramaturgia. Atualmente um dos profissionais mais competentes dos bastidores da TV brasileira é Rogério Gomes, conhecido como Papinha e responsável pela direção geral de "Morde & Assopra". Papinha já dirigiu inúmeras novelas e vem mostrando talento, junto à sua equipe, na direção de cenas que envolvem acidentes. Tanto na fotografia, no posicionamento de câmeras, ou em qualquer um dos trabalhos que são necessários para que o telespectador se convença, ele mostra que entende do assunto e que o resultado, que vai para as telinhas, não é apenas sorte.
A primeira das boas surpresas de Papinha foi ao ar em 2009, com "Paraíso". Mesmo em apenas trinta segundos, ele e sua equipe produziram um acidente de carro cinematográfico no qual a personagem de Bia Seidl (Aurora) morria. Para ratificar, no ano seguinte, em "Escrito nas Estrelas", Rogério Gomes produziu de forma ainda melhor o acidente que vitimou o protagonista Daniel, vivido por Jayme Matarazzo, no primeiro capítulo. E ainda nessa mesma novela, qualidade similar se repetiu em um desastre no qual a personagem de Carolina Kasting, a Judite, se envolveu na tentativa frustrada de atropelar Mariana, interpretada por Carol Castro. E ainda para completar, em 2011, o terremoto dos capítulos iniciais de "Morde & Assopra" também merece elogios de todos, ainda mais pela produção e transmissão em alta definição.
Ao mesmo tempo, é necessário salientar que nem todos os profissionais de TV vêm acompanhando esse processo de inovação. Nesta quarta-feira (27), foi ao ar o acidente que matou Clarice, papel de Ana Beatriz Nogueira, em "Insensato Coração".
Infelizmente este não foi um dos melhores trabalhos de Dennis Carvalho ou do diretor designado para a cena em questão. A começar pela placa do carro, que enquanto estava em pleno funcionamento era KYB-5570, mas no momento do capotamento, "misteriosamente", havia se transformado em KWU-2330. Em segundo lugar, nota-se a trilha sonora, muito mal escolhida, apesar da música ser muito boa. Em terceiro lugar, pela fraca produção. Foi apenas mais um acidente. Não surpreendeu, não cativou, até mesmo pelo conjunto da obra não ter ajudado. Uma trilha bem escolhida teria vendido melhor o material para o telespectador.
No caso de "Insensato Coração", a concorrente da novela foi a própria Globo, que produziu material do mesmo gênero de forma bem melhor em outras oportunidades. Até mesmo a Record, com suas limitações - afinal são seis anos de dramaturgia no Rio contra pelo menos o quádruplo da Globo -, já produziu com nível superior e até mesmo em novelas que não eram as principais, como "Bela, a Feia", que ia ao ar às 21h15, e "Os Mutantes", exibida no mesmo horário.
A tendência é que com o passar dos anos não haja espaço para meros trabalhos. Isso não se limitará apenas às novelas ou à TV, mas ao mercado de trabalho de modo geral. O profissional que simplesmente cumprir uma tarefa ficará de fora havendo um outro que cumpra o que foi solicitado mas com algo a mais, com algum incremento, com algo que ainda não tenha sido mostrado ou que surpreenda.
A fraca cena de "Insensato Coração" não tira o mérito - e nem teria como - de Dennis Carvalho, que tem de televisão o dobro do que tenho de vida, e nem de sua equipe, afinal, caso não tivessem competência, não estariam no lugar em que 10 de cada 10 profissionais de TV gostariam de estar. Entretanto, foi perceptível que já vimos coisa melhor e na própria Globo. Sinal de que há para onde melhorar.
O 34º Festival Guarnicê de Cinema vai entrar em exibição de 29 de agosto a 02 de setembro de 2011, na cidade de São Luís do Maranhão. Promovido pela Universidade Federal do Maranhão, por meio do Departamento de Assuntos Culturais da Pró-Reitoria de Extensão, com apoio de organizações públicas e empresas, o 34º Festival Guarnicê já está com as inscrições abertas no site www.cultura.ufma.br.
O 34º Festival Guarnicê de Cinema incentiva a realização de vídeos e filmes em curta, média e longa metragem no Brasil e fomenta ainda o aparecimento de novos realizadores. O Festival também difunde a produção do audiovisual nacional e favorece o intercâmbio entre países ibero-americanos e de língua portuguesa. O regulamento, inscrições, notícias, galeria de fotos e contatos estão disponíveis no site.
Constituído de mostras competitivas e não competitivas, o 34º Festival Guarnicê de Cinema aceitará filmes na bitola 35mm e vídeos realizados no sistema NTSC em qualquer formato de captação. As mostras não competitivas serão realizadas em sistema de itinerancia e constituídas de vídeos e filmes em curta, média e longa metragem, convidados ou que não se enquadrem nos critérios da competição.
Concursos e Inscrição
A edição 2011 do festival manterá os concursos de Guarnicê de Filmes Longa Metragem; Guarnicê de Filmes Média e Curta Metragem; Guarnicê de Vídeos; Troféu Guarnicê para Tele-Reportagem, exclusivo às emissoras de televisão do Maranhão; Troféu Guarnicê para Comercial, destinado apenas às agências e produtoras de vídeos maranhenses e ainda os Troféus Guarnicê para Vídeo 1 Minuto e Videoclipe.
Poderão participar cineastas e videoastas brasileiros, ibero-americanos e de países da língua portuguesa. Cada participante poderá inscrever até dois filmes e/ou vídeos, de longa, curta e média metragem. Vale lembrar que a duração para Curta Metragem é de até 15 minutos, Média Metragem (16 a 59 minutos) e Longa Metragem (70 a 130 minutos). O festival tem tema livre. Não serão aceitos de nenhuma forma trabalhos que já competiram nas edições anteriores do Festival Guarnicê de Cinema.
Exigências Orientações
O responsável pela inscrição deverá permitir a doação de uma cópia da sua obra audiovisual em mídia digital no formato DVD, por meio do preenchimento da Ratificação de Permissão à UFMA para incorporação ao acervo do Departamento de Assuntos Culturais. Para todos os trabalhos (filmes e vídeos), o responsável pela inscrição deverá enviar Declaração à coordenação do Festival informando, que dispensa cobrança oriunda de direito autoral por parte do ECAD (Lei 9.610/98).
Essa declaração será assinada pelo autor da Trilha Sonora e o diretor da obra audiovisual. A inscrição do trabalho deverá constar de: a) Preenchimento da ficha de inscrição, tendo em anexo fotos, releases, currículo em CD-ROM (extensão JPEG ou TIFF) para imagens com 300 dpi e para textos em Word para divulgação. Cada trabalho deve ser gravado em DVD, individual e identificado com nome, endereço, telefone e e-mail e Declaração dos Direitos autorais e Ratificação de Permissão.
Os trabalhos inscritos e seus anexos deverão ser entregues ou enviados por postagem à: UFMA/PROEX/DAC - FESTIVAL GUARNICÊ DE CINEMA. Rua Grande, 782 - Centro. CEP: 65020-250. São Luís/MA. Informações: 98 3231 2887 (Coordenação) - 3232 3901 (Secretaria) e 3221 0756 (Informática). Por email: dac.audiovisual@ufma.br, até as 18h na coordenação do Festival e até as 23h59 de 10 de junho/2011 pela internet. Regulamento completo, acesse: www.cultura.ufma.br
Producción de Programas de Televisión, entrevistas, videoclips, vídeos y comerciales para TV Music Videos - videoclips - Comerciais - Vídeos Educacionais - Recrutamento vídeos - documentário - etc.
Para conhecer mais um pouco de meu trabalho entre nos link's ao lado. Veja: "Equipamentos, Créditos, Portefólio, Projetos, e Galeria."